EGO

"Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes
que aqui caleidoscopicamente registro."

(Clarice Lispector)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

do ódio

De repente sinto ódio. Ódio de coisas, de gente, de momentos que não posso apagar. Ódio de me sentir impotente. Ódio de estar onde estou. Um ódio tão imenso, tão desfigurante, que mal me reconheço diante do espelho. Quero que o mundo acabe e recomece. Que todo este mal seja extirpado, feito ervas ruins e vícios. Quero enviar o que me causa repulsa pro inferno. Quero distância de julgamentos tortos e infâmias. Quero só meu sossego de volta, os dias azuis, as flores na janela, os poemas bonitos. Tudo o que me fazia sorrir.
Agora o que sinto é que preciso me reencontrar por dentro. Mapear o que de fato é minha essência. Mudar minha casa de lugar. Ser duas, três, um exército. Há como não perder a ternura? 
Não sei se há como não perder a ternura.

2 comentários:

M. Dansa disse...

Vc odeia e eu te amo rs

I'm Nina, Marie, etc... disse...

É mesmo?
Um amor anônimo? o.O